Pesquisar

Carregando...

18 de dezembro de 2011

Resenha: A Maldição da Pedra

Olá Pessoal!!!!!

Hoje vou comentar sobre o primeiro livro da série Reckless, A Maldição da Pedra, da autora Cornelia Funke - que também escreveu a famosa trilogia Mundo de Tinta - lançado aqui no Brasil pela Editora Cia. das Letras.

A MALDIÇÃO DA PEDRA
Cornelia Funke

Tradutor: Sonali Bertuol
Editora: Cia. das Letras
Páginas: 248
ISBN: 9788535919813
Lançamento: Novembro 2011
Preço de Catálogo: R$37,50
Skoob
Compre: Livraria Cultura | Submarino | Saraiva

Sinopse:
John Reckless, pai de Jacob e Will, sumiu sem deixar vestígios. Inconformado, Jacob gasta o dia procurando pistas que lhe deem alguma ideia do seu paradeiro. O garoto descobre um espelho que servia como um portal para um mundo mágico - um mundo que lhe oferece a perspectiva de liberdade e aventura. Mantendo segredo do seu achado, Jacob passa cada vez mais tempo do outro lado do espelho. Após doze anos, o mundo sombrio se torna seu verdadeiro lar, onde tem amigos e inimigos e é reconhecido como um dos melhores caçadores de tesouros que já existiram por ali. Will, o caçula, sente falta do irmão e estranha aqueles sumiços prolongados. Um dia, consegue burlar sua constante vigilância e o segue através do espelho, ato que tem uma consequência terrível, fazendo-o embarcar em uma aventura sem volta.

Comentários:
Esse foi o primeiro livro que li da Cornelia, a princípio estranhei um pouco a narrativa que lhe é muito peculiar, mas com o passar das páginas fui gostando do enredo e a forma como ela desenvolveu a trama e seus personagens.
A capa é bonita, suas cores são metalizadas e a ilustração é condizente com a história, mas eu ainda prefiro a capa americana, que deixa um 'ar' mais misterioso e de terror (confiram a capa americana aqui). A cada novo capítulo, a autora fez um ilustração diferente, de acordo com o que está acontecendo naquele momento da história, gostei MUITO dessas ilustrações.

Jacob descobriu por acaso, um espelho no escritório de seu pai (desaparecido) que é capaz de transportar as pessoas para um mundo mágico onde os contos de fadas são mais que fantasia. Aos poucos, Jacob se encanta pelas aventuras desse novo mundo e depois de doze anos, esse é seu verdadeiro lar, ali, ele é reconhecido como um grande caçador de tesouros. Um dia, por descuido, ele deixa um rastro até o espelho, e seu irmão mais novo Will, não resiste e o segue até esse mundo mágico, onde ele é ferido e amaldiçoado a ter sua pele transformada em pedra. Agora Jacob corre contra o tempo para tentar salvar seu irmão e não deixar com que ele se transforme em um terrível goyl.

Essa releitura dos contos de fadas é muito diferente dos que eu já li, a trama é tão bem desenvolvida que mesmo usando vários mitos famosos, o enredo não parece uma colcha de retalhos. A distinção entre bruxas curandeiras e comedoras de crianças foi inovadora - pelo menos para mim -, a menção ao clássico João e Maria foi bem colocado - adorei essa parte da história -, a Bela Adormecida, Branca de Neve, o Pequeno Polegar, Cinderela, anões, e até unicórnios - que não são brancos - tem seu encaixe perfeito no enredo.

A narrativa é feita em terceira pessoa, sob o ponto de vista de vários personagens, que são bem desenvolvidos, com suas características próprias, a falta de descrição mais detalhada compromete um a visualização, mas ao final do livro você se sente conectado com todos que lhe contaram um pouco sobre essa grande aventura.

A leitura pode ser por vezes um pouco lenta, onde a trama demora para se desenvolver e nesses momentos eu me desanimei com a leitura, principalmente no começo que é confuso até que o leitor fique a par dos acontecimentos. O enredo é ótimo, os personagens são muito bons, mas foi o ritmo de leitura que não me agradou muito,  pode ser que você - principalmente fã de fantasia - goste muito mais do que eu, então, leiam A Maldição da Pedra e depois me digam o que acharam, enquanto isso, eu aguardo o lançamento do segundo volume da série Reckless.

(...) mas nas paredes e no telhado pontiagudo ainda se viam alguns pedaços de bolo. Na calha e no batente das janelas, havia pinhas feitas de puro açúcar penduradas, e toda a casa cheirava a mel e canela, como era de se esperar numa armadilha para crianças. As bruxas tentaram banir as devoradoras de crianças de sua estirpe por diversas vezes, e , dois anos antes, finalmente haviam declarado guera. Dizia-se que a bruxa que espalhara o terror na Floresta Negra agora amargava sua existência como um sapo verrugoso num charco lamacento.
Página 39

Playlist:
The Cure - Boys Don't Cry
Travie McCoy - We'll Be Alright
Iggy Pop - Candy


#SuperSorteioPsychobooks Sorteio de Marcadores entre os Comentaristas:
  • 1 Marcador Psychobooks
  • 1 Marcador Penguin (Companhia das Letras)
  • 1 Marcador Saraiva Natal
  • 1 Marcador Fnac Natal
  • 1 Marcador William Shakespeare Cultura
Deixe UM contato no seu comentário (twitter OU e-mail), o sorteio será feito no dia 19/12/11 às 18:00h
Leia mais...

PsychoMovies #39 - O Amor é Cego

Episódio #39- Superficialidade

O AMOR É CEGO

Por Luiz Ehlers (@luiz_ehlers)



O Amor é Cego - Shallow Hall (2001)


O Amor é Cego é mais caso daquelas distorções na tradução do título aqui no Brasil para tornar a história mais óbvia e atraenta ao público. Será que um filme chamado Hal Superficial, como seria a tradução fiel, atrairia público por aqui? Eu sou normalmente contra essas mudanças, mas esse caso não é um dos piores.

Esse filme tem a direção dos irmãos Farrelly, que têm entre suas obras uma série de comédias com doses de "besteirol". Eles dirigiram Deby e Loide, Quem vai ficar com Mary?, Ligado em Você, Eu, eu mesmo e Irene, entre outros. O Amor é Cego, embora sempre com um pouco desse humor "besterol" deles é um filme diferente dos demais e o meu favorito.

A história fala sobre Hal (Jack Black) que faz uma promessa no leito de morte do pai que vai apenas ficar com mulheres bonitas. Ele e o amigo Maurício (Jason Alexander), embora não tenha condições de exigir muita beleza, avaliam as mulheres rigorosamente pela aparência. Hal, então, fica preso no elevador com um mago famoso que o hipinotiza fazendo com ele enxergue pela beleza interior. Ele, então, passa a ver as pessoas pelas suas qualidades internas e conhece Rosemary (Gwyneth Paltrow), uma moça boa, mas retraída por ser gordinha. Hal se relaciona com ela vendo sua grande beleza interior.

Embora seja vendida como uma comédia, essa história tem um pouco de humor de mau gosto em alguns pontos, principalmente nas cenas que "brincam" com o fato dela ser gordinha. O ponto forte da trama é justamente o posto, é a beleza e lição que eles aprender ao enxergar as pessoas como elas são e não como aparentam.

Eu nunca vi essa filme como uma comédia, mas como uma romance entre pessoas normais. Normalmente as histórias românticas têm casais belos e esbeltas enfrentando problemas, porém, aqui é um amor entre pessoas não fisicamente perfeitas, mas com toda a beleza que e problemas que um relacionamento tem. Esse lado verdadeiro e real do amor é a razão que faz O Amor é Cego o meu favorito filme dos irmãos Farelly. Quem ão assistiu, vale a pena sim conferir :)




Leia mais...

Central de Novidades: Blog da Essência

Bom dia galera!!! o/

Tudo bem com vocês???

Hoje venho comentar uma novidade bem legal! A Essência (selo da Editora Planeta) resolveu estreitar ainda mais o seu relacionamento com os leitores e criou um blog voltado exclusivamente para os livros e o universo da editora.

E tem de tudo: curiosidades, entrevistas, matérias exclusivas, bate-papo com leitores e blogueiros... E muitas promoções! *-*

E ó... Não é por nada não, mas eu já dei uma lida nos posts que foram publicados e gostei bastante!!! Deem uma olhada que vale a pena! ;)

http://www.essencialivros.com.br/blog/




Playist:
Selena Gomez - Love You Like a Love Song
Leia mais...

17 de dezembro de 2011

Resenha: Ahmnat - Os Amores da Morte

Boa noite, gentes!!

Hoje vou falar para vocês de um livro que saiu pelo selo Gutenberg, do autor nacional  Julien de Lucca. Bora lá saber o que eu achei?

Ahmnat
Os Amores da Morte
Julien de Lucca

Editora: Gutenberg
ISBN: 9788580620085
Publicação:2011
Páginas: 368

Sinopse: O que pode acontecer quando Morte e Destino brincam com o sentimento mais perigoso? Ahmnat é uma garota egípcia que, após uma vida cheia de turbulências, tristezas e mágoas, assume o cargo de Morte e passa a viver entre este mundo e o além-vida. Porém ela não está sozinha. Logo conhece Destino, responsável por escrever as vidas mortais, que fica surpreso e abismado ao vê-la no lugar de poderosa entidade. Destino propõe, então, um sádico jogo a Ahmnat: criará dez vidas mortais, humanos bem especiais, para tentar fazê-la se apaixonar por eles. Se Ahmnat se apaixonar por qualquer um, ela volta para a Terra como mortal novamente, dando a oportunidade de Destino reescrever sua vida. Caso contrário, será Destino quem se tornará mortal, permitindo que Morte venha buscá-lo pessoalmente.

Comentários:

Conheçam Ahmnat, a personificação da Morte. Tomada pelo sentimento de vingança, essa egípcia, em um momento de fúria e desespero, faz um pedido àquele que chama de Maldito e se torna Morte, para reinar e se autoconhecer como uma entidade poderosa.

Em seus primeiros momentos como Morte, Ahmnat se lança em uma aposta com a entidade Destino, que vai - com perdão do trocadilho - marcar o seu destino dali para frente. Destino poderá influenciar 10 vidas mortais para que se apaixonem por ela, se Ahmnat ceder em algum momento a esses amores, volta à vida sob o cunho de Destino; se Ahmnat não ceder aos amores, ela terá o poder de levar Destino a morte.

Os personagens são bem-construídos, mas suas características não me conquistaram por completo. Ahmnat tem uma soberba que me irritou desde o início e, acompanhada a essa soberba está uma insegurança irritante. Ela passa da afirmação 'sou poderosa' ao 'não sei de nada' em questão de minutos, em vários trechos do livro.

Destino, que devia ser o antagonista da trama, perde muitas vezes terreno para outros personagens. 

Há a inserção de muitas entidades e todas elas encantadas por Ahmnat e dispostas a fazer de tudo ao seu alcance para ajudá-la. Isso em alguns momentos me cansou um pouco, mas fiquem calmos que para tudo tem explicação. Quanto aos amores apresentados à Ahmnat, achei alguns apenas passáveis, nem um pouco marcantes, perdendo o brilho por conta do joguete entre os seres superiores. 

A narrativa é feita em primeira pessoa, por meio de lembranças da Morte. Ela nos conta sua história, tendo ao seu lado o amor que escolheu para si, que só conhecemos no final do livro.

Julien de Lucca apostou alto em sua narrativa, foi audacioso em suas escolhas e ao recontar certos fatos históricos, a maioria deles ligados à religião, caminhou por uma linha tênue entre o bom-gosto e o escárnio, mas não se desviou. Durante toda a leitura, fica claro que se trata de fantasia e que as suposições e questionamentos da personagem são cabíveis ao momento que ela vive.

O começo do livro é bem lento, a narrativa pega fogo do meio para o final. A impressão que tive foi que num certo ponto, o autor se acostumou com seus personagens e os deixou mais soltos, permitindo que contassem suas histórias. O final é realmente surpreendente e me deixou com uma ponta de curiosidade para o desdobramento do restante da história, que só vai acontecer no segundo volume da série.

"Ele começou a respirar fundo, raivoso, tentando em vão reprimir o sentimento. Entidades não podem ter sentimentos, não é, Destino? Mas então me ocorreu um pensamento preocupante. Ele ia ter que descarregar toda aquela raiva em alguém. Pena que percebi aquilo tarde demais".
Página 72


Book trailer:







Playlist:
Era - Ameno
Doris Day - Dream a Little dream of me


E como estamos em época de comemoração, afinal é Natal e Aniversário do Blog, época para celebrarmos com vocês dando muitos mimos e livros (oi, já se inscreveram no SUPERSORTEIO PSYCHOBOOKS??), bora sortear um kit de marcadores da Gutenberg entre todos os comentaristas dessa resenha.



Regras:
  • Deixar um comentário com e-mail ou twitter na resenha.
  • Residir no Brasil.
Pronto!! Boa Sorte!! =)

Leia mais...

16 de dezembro de 2011

Resenha - Kaori 2: Coração de Vampira

Olá!
A resenha de hoje é sobre a continuação de uma série. O primeiro livro, Kaori: Perfume de Vampira, foi resenhado há não muito tempo atrás.


KAORI 2: CORAÇÃO DE VAMPIRA
Giulia Moon
  1. Editora: Giz Editorial
    Páginas: 432
    ISBN: 9788578551551
    Publicação: 2011
    Compre:
    Saraiva | Cultura
    Skoob
    Sinopse:
Praia de Copacabana, Rio. Uma bela garota oriental passeia pelo calçadão. Seus olhos oblíquos seguem alguém: Yoshi, um garoto de programa meio-brasileiro e meio-japonês, com um raro talento para sedução. Ferida por um amor trágico do passado, Kaori enfrenta um dilema: dar vazão ao seu desejo pelo mestiço ou manter-se protegida, salvaguardando o seu coração? Enquanto isso, o mundo sofre a ameaça de uma praga virulenta. Mortos-vivos, ogros, demônios e criaturas fabulosas começam a enlouquecer. Em São Paulo, os especialistas do IBEFF entram em ação para controlar o surto. E Kaori será envolvida, a contragosto, em mais um perigoso confronto com a sua arqui-inimiga, Missora, uma cruel cortesã do Japão feudal.


Comentários:


Kaori está no Rio de Janeiro vivendo em uma reclusão que já dura há quase um ano, mas um jovem mestiço no calçadão da praia desperta sua atenção em todos os sentidos e, quando ela percebe já está envolvida pelo jovem.


Mas aparentemente Yoshi parece ser um imã de problemas e pra ajudar, as criaturas que ate então se mantinham no anonimato, começaram a chamar atenção demais sobre si mesmos. Fora os estranhos acontecimentos que no final das contas levarão Kaori a encarar sua grande inimiga.


Nesse livro Kaori parece uma menina mimada, cheia de caprichos. Nem parece a mulher forte, destemida, madura e centrada do primeiro livro, é como se ela tivesse retrocedido.
No primeiro livro as criaturas sobrenaturais se resumiam aos vampiros, famélicos (uma espécie de meio cachorro meio homem) e a gata Mishi, uma nekomata.
Já nesse livro aparecem além desses, mastigadores (algo bem próximo a zumbis), luperces (lobisomens), tutus (ogros), lâmias, sereias, boto entre outra infinidade de criaturas. Na minha opinião, essa mistura de mitos e lendas fugiu um pouco da premissa maior da história, há seres em excesso.
Além disso, eu tive a impressão de serem criadas várias histórias paralelas, e a principal perder o foco ao longo do livro. Só da metade pro final é que elas se juntam.


Em Kaori: Perfume de Vampira, Samuel tinha grande destaque e era um dos personagens principais, mas nesse segundo livro ele perde um pouco o foco. Personagens secundários do primeiro, passam a ter um destaque maior na história.
Outro ponto negativo é que dentro dos capítulos há subdivisões com viradas bruscas. Num momento você está lendo sobre um personagem num determinado local e momento, de repente o "episódio" acaba e começa a ser narrado outro acontecimento, sem que o primeiro fosse concluído, aí quando a primeira história é retomada para apresentar a conclusão, você já perdeu a essência. 


Em alguns pontos a leitura se torna impossível de largar, fluindo facilmente. O bom humor de alguns personagens garantem boas risadas.


" Estava perdido. Não havia como fugir. Que droga, nunca deveria ter saído de Bangkok, onde morara por um ano. Lá, só precisava se preocupar com mulheres sacanas, maridos ciumentos e mafiosos assassinos. Um lugar bem tranquilo se comparado a isto aqui."
Página 196


Playlist:
Girls' Generation - " Run Devil Run"
Ney Matogrosso - "O Vira"
Iron Maiden - "The Number of the east"












Leia mais...

15 de dezembro de 2011

Resenha: Um Homem de Sorte

Olá Pessoal!!!

Voltei para comentar um pouco sobre o romance Um Homem de Sorte do consagrado autor Nicholas Sparks, lançado no Brasil pela Editora Novo Conceito.

UM HOMEM DE SORTE
Nicholas Sparks

Editora: Novo Conceito
Páginas: 349
ISBN: 8563219138
Lançamento: 2011
Skoob
Compre: Livraria Cultura | Saraiva | Submarino

Sinopse:
'Mas não estava em outra época e lugar, e nada daquilo era normal. Trazia a fotografia dela consigo há mais de cinco anos. Atravessou o país por ela. Era estranho pensar nas reviravoltas que a vida de um homem pode dar. Até um ano atrás, Thibault teria pulado de alegria diante da oportunidade de passar um fim de semana ao lado de Amy e suas amigas. Provavelmente, era exatamente isso de que precisava, mas quando elas o deixaram na entrada da cidade de Hampton, com o calor da tarde de agosto em seu ápice, ele acenou para elas, sentindo-se estranhamente aliviado. Colocar uma carapuça de normalidade havia-o deixado exausto. Depois de sair do Colorado, há cinco meses, ele não havia passado mais do que algumas horas sozinho com alguém por livre e espontânea vontade. Imaginava ter caminhado mais de 30 quilômetros por dia, embora não tivesse feito um registro formal do tempo e das distâncias percorridas. Esse não era o objetivo da viagem. Imaginava que algumas pessoas acreditavam que ele viajava para esquecer as lembranças do mundo que havia deixado para trás, o que dava à viagem uma conotação poética. prazer de caminhar. Estavam todos errados. Ele gostava de caminhar e tinha um destino para chegar.'

Comentários:

Um Homem de Sorte conta a história de Logan Thibault, formado em antropologia, resolveu se alistar no exército, foi para o Iraque e lá encontrou a foto de uma linda garota, sem conseguir descobrir quem era o dono daquela foto ele resolve levá-la sempre em seu bolso. Depois de sobreviver a vários horrores da guerra, seu amigo Victor sugere que a foto é um talismã e traz boa sorte para ele. Mas Tibault não é como Victor e demora muito tempo para que seu amigo o convença de que essa moça tem um significado muito importante em sua vida.

Thibault resolve atravessar o país a pé, apenas com a companhia de seu fiel amigo Zeus - um pastor alemão muito bem treinado - sabendo apenas que o nome da garota da foto começa com 'E' e que provavelmente ela vive em um lugar chamado Hampton. Sem saber ao certo o que procurava, ele espera que as respostas venham ao encontrar 'E'.

Elizabeth - ou Beth como é conhecida por seus amigos - tem um lindo filho - Ben - e seu ex-marido é policial e membro da família mais poderosa da cidade. Foi criada por sua avó - Nana - que tem uma personalidade forte e um jeito peculiar ao se expressar. Mesmo sendo uma mulher muito bonita, ela não conseguiu ter mais nenhum relacionamento sério após sua separação, saiu com alguns homens, mas eles deixavam de dar notícias repentinamente.

O mocinho - Logan - é bem característico dos romances do Sparks, perfeito demais para ser real, mas exatamente aquilo que a maioria das mulheres sonham. Dessa vez ele caprichou no vilão, Clayton é de causar arrepios, mimado, acredita que as ações das pessoas são baseadas em seus desejos.

A narrativa é feita em terceira pessoa, sob o ponto de vista de Thibault, Beth e Clayton, oferecendo ao leitor a visão dos sentimentos e ações dos personagens. Sparks faz com que o amor aconteça de forma gradual, sem pressa. O final fica em suspense até as últimas linhas, confesso que não sabia o que realmente tinha acontecido.

Leitura recomendada para quem gosta de romances onde a força do amor supera muitos obstáculos, o destino é implacável e o drama cumpre seu papel.
Tinha vindo por um motivo. Aceitou esse fato assim que saiu do Colorado. Aceitou o fato de que Victor estava certo. Contudo, ainda não tinha certeza de que encontrá-lia - e tornar-se íntimo dela - era o motivo. Também não tinha certeza de que não era.
Página 199
Playlist:
Nat King Cole - Unforgettable
The Temptations - My Girl
Jackson 5 - I'll be There

#SuperSorteioPsychobooks Sorteio de Marcadores entre os Comentaristas:
  • 1 Marcador do livro A Última Música;
  • 1 Marcador do livro Morte e Vida de Charlie St. Cloud;
  • 1 Marcador do livro Beijada por um Anjo;
  • 1 Marcador do livro A Força do Amor;
  • 1 Marcador do Psychobooks
Deixe UM contato no seu comentário (twitter OU e-mail), o sorteio será feito no dia 16/12/11 às 18:00h
Leia mais...

14 de dezembro de 2011

Resenha: O Verão que mudou minha Vida

Olá Pessoal!!!

Hoje vou comentar sobre o primeiro livro de uma trilogia, O Verão que Mudou minha Vida da autora Jenny Han que foi lançado no Brasil pela Editora Galera.

1- O verão que mudou minha vida (2011);
2- It's not summer without you (disponível em inglês);
3- We'll always have summer (disponível em inglês)

O VERÃO QUE MUDOU MINHA VIDA
Jenny Han

Editora: Galera
Páginas: 304
ISBN: 8501088625
Lançamento: 2011
Skoob
Compre: Livraria Cultura | Saraiva

Sinopse:

A vida de Belly é medida em férias de verão. Para ela, todas as coisas boas só acontecem entre os meses de junho e agosto, quando está na casa de praia junto a Susannah, única e melhor amiga de sua mãe e uma espécie de tia, e seus dois filhos, Jeremiah e Conrad. Mais do que irmãos postiços e companheiros de férias, os filhos de Susannah tornaram-se o centro das suas emoções. A véspera do aniversário de 16 anos de Belly marca também o fim daquele que parece ser o último verão onde estarão todos reunidos em Cousins Beach.

Comentários:

Eu já deve ter comentado por aqui que eu AMO férias de verão e quando um livro tem esse tema, fico toda empolgada para ler! Com O Verão que mudou minha vida foi bem assim, só o título me conquistou e foi o suficiente para que ele passasse na frente de outras leituras, pena que ele acabou rapidinho...

A casa de praia de Susannah é o ponto de encontro para se passar o verão, é para lá que Belly, Steve e sua mãe vão aproveitar cada minuto dos dias ensolarados na companhia de Susannah e seus dois filhos, Conrad e Jeremiah. As duas mulheres são melhores amigas desde a época da faculdade e seus filhos cresceram juntos - pelo menos durante o verão. Desde os 10 anos, Belly tem uma paixão platônica pelo Conrad e nesse verão, quando ela completa 16 anos, parece que os garotos finalmente a enxergaram como uma linda adolescente e não apenas como a garotinha que brinca com eles. Porém, Conrad está mais distante e Susannah passa muito tempo em seu quarto, deixando a sensação que este não será um verão tão perfeito quanto os anteriores.

Conrad é misterioso, de pouca conversa, começou a fumar, beber, chegar tarde em casa, ele está se afastando cada vez mais de seu irmão, Belly e Steve. Jeremiah é doce, alegre, gosta de fazer as pessoas darem risadas, é o tipo de amigo que ensina a dirigir um carro e divide seus segredos.

Belly é irritante algumas vezes, parece não enxergar nada além do seu próprio umbigo, mas isso é típico da idade que está passando por uma transformação importante, algumas atitudes são bem compreensíveis por ela ter crescido no meio dos meninos e ser secretamente apaixonada por um deles.

Simplicidade é a palavra chave desse livro, a narrativa é deliciosa - feita em primeira pessoa sob o ponto de vista da Belly - as páginas passam e em um piscar de olhos você chegou ao final do livro. O enredo não é inovador, nem tem grandes reviravoltas, mas ele faz com que você se apaixone a cada página virada, com romance e drama na medida certa. E no final você fica louca para pegar o próximo livro e continuar na vida de Belly.

Bocas maliciosas fazem a gente sentir vontade de beijá-las, de tranquilizá-las e beijá-las até aquela malícia sumir. Talvez não totalmente... mas a gente sente vontade de contralá-la de alguma forma. Torná-la nossa.
Página 14



Playlist:

Tom Petty - Free Fallin
Pearl Jam - Black
Nivana - Como as you are
Leia mais...

13 de dezembro de 2011

Caixa de Correio #80

Esse meme foi criado pela Kristi, do The Story Siren, onde toda semana vamos mostrar o que chegou de novidade para o Psychobooks. Ao clicar em cima do nome do livro, o link te leva para a página do Skoob com maiores informações sobre o título.

Alba


Para resenha: 
A sociedade secreta da bola de cristal cor-de-rosa - Risa Green

Ganhei de Natal da Tata =)
Pequeno Irmão - Cory Doctorow

Lidos:
Amante Eterno - J.R. Ward | Resenha Tripla
Amante Desperto - J.R. Ward

Lendo:
Ahmnat - Julien de Lucca

Resenha citada:
Como (quase) namorei Robert Pattinson - Carol Sabar | Resenha

Playlist (créditos para a Maiary Rodrigues do blog Letras e Folhas S2):
The Mission UK - Severina

Mari:


Ganhei de Natal da Tata *___*
Incarceron - Catherine Fisher

Para sorteio:
Julieta Imortal - Stacey Jay | Resenha
O Preço de uma lição - Frederico Devito e Gutti Mendonça
Um Homem de Sorte - Nicholas Sparks

Livros Lidos:
Um Homem de Sorte - Nicholas Sparks
O Jogo do Anjo - Carlos Ruiz Zafón
O Verão que mudou minha vida - Jenny Han
A Maldição da Pedra (Reckless #1) - Cornelia Funke

Lendo:
Dezessete Luas (Beautiful Creatures #2) - Kami Garcia e Margaret Stohl

Playlist: 

Shakira - Si Te Vas
Leia mais...

12 de dezembro de 2011

Resenha: O Cerco

Boa noite, gentesss!!

Bora dar continuidade à resenha das Corujinhas? Esse é o quarto livro da série, que já tem 7 livros lançados aqui no Brasil. 

A Lenda dos Guardiões:
A Captura | Resenha
A Jornada | Resenha
O Resgate | Resenha
O Cerco
O Abalo
O Incêndio
O Filhote

ATENÇÃO! Essa resenha contém spoiler dos outros livros da série!

O Cerco
Kathryn Lasky

Editora: Fundamento
ISBN: 9788576769774
Publicação: 2010
Páginas: 160
Compre: Saraiva | Cultura

Sinopse: "Sou um pensador sensato e racional. Não acredito em presságios ou superstições. Mas parece que alguma coisa terrível está sendo preparada para breve, em algum ponto além desses ventos de inverno." (.) "Temo por Hoole. Temo pela grande árvore!", Ezylpro pensou. Não há dúvida de que o maior pesadelo da vida de Soren foi o tempo que passou na Academia S.Aegolius para Corujas Órfãs. Mas. e se for preciso voltar até lá para descobrir segredos preciosos para a Grande Árvore Ga´Hoole? Diante dessa importante - e perigosa - tarefa, a coruja-de-igreja, acompanhada de seus amigos, deve retornar a S.Aggie e reviver momentos que preferia esquecer para sempre. E é em S.Aggie que Soren e seus companheiros descobrem que a Grande Árvore está prestes a passar por dias terríveis. O implacável e cruel Bico de Metal e seus seguidores, Os Puros, planejam um grande cerco ao lugar símbolo da nobreza e da lealdade entre as corujas. Uma batalha de proporções gigantescas vai começar: quem irá vencê-la? O bem ou o mal? A série A Lenda dos Guardiões vendeu quatro milhões de livros ao redor do mundo e deu origem a um filme. O Cerco é a quarta parte de uma história envolvente, diferente de tudo o que você já viu.

Comentários:
Sabem que continua me perseguindo a mesma impressão de antes: muita enrolação para poucas revelações.

Esse quarto livro já começa com algumas novidades e acompanhamos uma nova visão na série. Trata-se do irmão de Soren, Kludd, que finalmente compartilha sua história completa e mostra seu lado, frio, calculista e cruel.

E é aí que as coisas ficam mais interessantes. Em nenhum momento durante os três primeiros livros a autora Kathryn Lasky nos  poupa da violência existente ou esconde alguma informação, pelo contrário, mostra tudo e aponta o dedo para os culpados. O que realmente me chamou a atenção nesse novo enredo foi a crueldade exacerbada e vista sob um novo olhar. Soren amadureceu, sua percepção - assim como a de seus amigos - também está mais madura, e por conta disso, toda a violência que ele presencia se torna mais palpável.

A narrativa continua em terceira pessoa, acompanhando a visão de cada coruja, dependendo do que a autora resolve mostrar. Claro que o foco na série continua sendo Soren e sua Esquadra, porém, percebi que a esperta Gylfie perdeu um pouco da atenção, que agora é dada para Otulissa.

A Lenda dos Guardiões foi uma série que, em minha opinião, se perdeu um pouco pelo tamanho. A história do livro começa, se atropela e termina... Tudo muito rápido, mas não dinâmico. Analisando as leituras anteriores percebi que a autora poderia muito bem ter feito desses 4 livros um só. Bastava aparar algumas arestas, sintetizar alguns acontecimentos e pronto.

Realmente não sei o que será da série para mim daqui por diante. Houve uma queda significativa da qualidade do enredo no terceiro livro, o quarto melhora um pouco, mas não ao ponto de me fazer ficar ansiosa pela continuação da série...

"Soren e Martin estavam tontos e enojados. A moela de ambos se torcia dolorosamente e os dois pensaram que iam vomitar".
Página 71

Playlist:
Mais uma vez vou deixar as corujinhas voarem ao som de Frank Sinatra:
Come fly whith me







Leia mais...

11 de dezembro de 2011

Resenha - Leo e as Caixas de Música

Hey,

Sabe aqueles livros que julgamos mal só pelo título/capa e deixamos encostados na estante por séculos ate resolvermos lê-los?
Pois essa é justamente a história desse livro, o primeiro da série Trilhas: Uma Viagem Musical.

Bora saber minhas impressões sobre ele?


LEO E AS CAIXAS DE MÚSICA 
Ricardo Prado
  1. Editora: Casa da Palavra
    Páginas: 168
    ISBN: 9788577341351
    Publicação: 2010
    Compre: Submarino | 
    Saraiva | Cultura
    Skoob
    Sinopse:
Misto de Harry Potter com O mundo de sofia, a série de livros Trilhas: uma viagem musical promete ser o novo hit do público pré-adolescente. No primeiro livro da série, os leitores são apresentados ao Leo , um típico adolescente que se vê “abandonado” pelos pais, que vão morar no exterior e o deixam no Brasil com a avó. Numa típica crise de revolta contra a tirania do pai e a passividade da mãe, Leo acaba salvo do tédio e da solidão pela música, que passa a compartilhar com os amigos e a avó, uma surpreendente roqueira..


Comentários:

Leopoldo Armandi é filho de um diplomata, aliás, sua família segue essa carreira a 6 gerações.
O garoto de 14 anos acha seu pai muito frio, rígido, metódico e distante do filho. Por isso ele se sente totalmente incompreendido.
Agora, graças a profissão, seu pai e sua mão estão indo para Praga e ele terá de viver com sua avó Helena, a única que o compreende e com uma bondade e coração sem tamanhos.
Graças a Helena (ele não a chama de avó), que o presenteou com uma coleção de vinis, Leo e seu amigo Felipe descobriram novidades "velhas" do rock, estudaram a fundo o movimento e ele criará um vinculo inimaginável com seu pai, graças ao passado do mesmo.

Confesso que julguei mal o livro. Achava que a história principal seria de um garoto rebelde ou algo do gênero que tem sua vida mudada pelo rock.

Bom, teoricamente a história é isso e mais um pouco. Eu jamais imaginava que haveria pesquisas e biografias de artistas e a origem do Rock'N Roll. Mas não pensem vocês que o livro é aquelas coisas chatas. Descobrimos tias informações junto aos personagens do livro, que resolver se juntar todos os domingos e divididos em grupos, apresentar a história de uma banda e selecionar as melhores músicas da carreira, tudo contato por jovens de 14 anos.

Nunca fui muito ligada ao som dos Beatles, conheço e gosto de uma música ou outra, mas graças a esse livro vejo-os agora sobre um ponto de vista totalmente diferente.
Além deles, os personagens trazem a tona histórias do Rolling Stones, The Who, Beatles, o festival de Woodstock e muitos outros clássicos.

Não posso negar que me desliguei um pouco da narração do personagem e de como suas descobertas poderiam ser aplicadas a seu relacionamento com seu pai, pra me atentar somente a vasta pesquisa repleta de curiosidades de um dos gêneros musicais mais populares do mundo. (Assim julgo eu!)

" No verão de 1964, Pete (Townshend) partiu sua guitarra por acidente no teto muito baixo do Railway, o lugar onde tocavam. Sem saber o que fazer, furioso, ele destruiu seu instrumento em mil pedacinhos e jogou-os para todos os lados. A galera delirou! Foi assim que começou a tradição da banda de destruir instrumentos no final de cada apresentação. Muita gente achava que era uma afirmação deles como músicos, como criadores, sobre a tecnologia dos instrumentos."
Página 67



Playlist:
The Who - "Who Are You?"
Allman Brothers Band - "Whipping Pos"
Joe Cocker - With a Little Help From My Friends"
Cássia Eller - "Por Enquanto"
Janis Joplin - "Kosmic Blues"
The Who - "My Generation"



Leia mais...





Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.